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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Gilda


Gilda de é meu film noir preferido nele temos todos os ingredientes básicos que fazem partes deste estilo clássico. Temos la femme fatale causadora das desgraças que podem pairar sobre a vida dos homens que por ela se apaixonam, a personagem Gilda ( Rita Hayworth)
. O homem oprimido, vitimizado pelo pós-guerra, que luta contra
dilemas de um mundo contemporâneo, Johnny Farrell (Glenn Ford). Uma Argentina da década de 40 cercada de cassinos clandestinos, pessoas de índole duvidosas, vilões e um emaranhado de mistérios que povoam o ar dos personagens. Além de muita sensualidade vinda de todos os lados.
Essa é a marca do filme Gilda, que foi considerado um dos mais eróticos já feitos por Hollywood e bastante ousado para a censura dos anos 40. Prova disso é o strip-tease extraordinariamente sensual envolvendo apenas a retirada das luvas de veludo que vão até os cotovelos de Gilda.
A história se baseia em um triângulo amoroso extremamente perigoso envolvendo uma

ex-cantora de cabaré, vivida por Hayworth, mulher extremamente linda, sensual, charmosa e de personalidade impar. O misterioso dono de um cassino, Ballin Mundson (George Macready) e seu braço-direito e gerente(Glenn Ford).
Ballin resolve fazer uma viagem e retorna casado com Gilda que no passado se envolvera amorosamente com Johnny Farrel levando o rapaz ao verdadeiro tormento.
Como todas as característica de um film noir, Johnny Farrell procura a todo o momento mostrar que mulheres (especificamente Gilda) são seres danosos a vida dos homens empregando em vários momentos frases que possam mostra a Gilda que ela não passa de uma erva daninha e que assim como destruiu sua vida, fará o mesmo com Ballin Mundson.

Johnny Farrel quando indagado sobre o que achava da união entre Ballin e Gilda responde com desprezo:
As estatísticas comprovam que existem mais mulheres no mundo do que qualquer outra coisa..." dispara o herói cinicamente, acrescentando, com peculiar aversão, “exceto insetos!
Outra frase que mostra o total desprezo/amor/paixão/ódio de Johnny Farrel a Gilda se aplica quando ele a tranca em um hotel e diz “Reflita sobre seus pecados”. Como se somente ela, fosse responsabilizada por todos os males que cercavam os personagens da trama.
A personagem Gilda foi criada especialmente para Rita Hayworth. Ainda assim a atriz inicialmente não queria interpretar a personagem, apenas aceitando-a após o roteiro ser alterado de forma a valorizar sua presença.
Rita Hayworth foi dublada por Anita Ellis na cena em que canta no clube noturno.
Gilda é um filme impecável, mas nem por isso foi agraciado com premiações quando

lançado, porém conseguiu muito mais que vários outros filmes, eternizou Rita Hayworth e o diretor Charles Vidor depois deles “nunca houve mulher como Gilda”.
Dificil para mim será escolher apenas um único vídeo para ilustrar o filme em que Rita Hayworth está mais bonita...
Deixo o filme em RMVB para quem interessar

Download do Filme Gilda:
GILDA.rar



segunda-feira, 15 de junho de 2009

Rita Hayworth por Caetano Veloso


Resolvi colocar um vídeo que amo muito de Caetano Veloso, onde o mesmo faz uma homenagem a minha deusa Rita Hayworth.
O vídeo tem mais imagens de Ava Gardner em “A Condessa Descalça, mas há uma explicaçãopara isso: Ava interpreta Maria Vargas, uma dançarina espanhola que se torna um grande sucesso de Hollywood mas se vê às voltas com os inconvenientes da fama e que se casa com nobre italiano, o Conde Vincenzo Torlato-Favrini. A história do filme dizem ser inspirado na vida de Rita Hayworth. Filha de pai espanhol, a atriz dançava flamenco profissionalmente desde os 12 anos de idade e se tornou a primeira princesa de Hollywood ao se casar com o príncipe islâmico Ali Khan.

Aí está a letra da música de Caetano

“Amei tantos anos a Gilda cantando e dançando na chuva.
O mundo do cinema às vezes me salva do caos que quase me traga.
Da noite que não se apaga.
O mundo do cinema acalma o coração quase sem luz
Com seus raios seduz…
Es heroína mais pura da alma…

Amei tantos anos a Ava e todas as Evas que ela encarnava
Mulheres de bocas tão vermelhas.
Mulheres de Olhos de ressaca…
Com suas luas de papel…
Com suas ilhas de pirata…
E melodias de Sinatra…
Amei tanto anos a Gilda cantando e dançando na chuva….
O mundo do cinema às vezes me salva.”