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terça-feira, 23 de junho de 2009

Levada da Breca - Bringing up Baby


Levada da Breca foi um filme que não teve muita sorte quando lançado em 1938, foi um fracasso de bilheteria e levou a demissão do diretor Howard Hawks dos estúdios da RKO. Até Katharine Hepburn passou por poucas e boas, foi obrigada a rescindir seu contrato com a empresa.
“Bringing Up Baby” porem, é simplesmente uma das melhores comédias que já assisti, a atuação de Katharine Hepburn e Cary Grant é uma combinação perfeita onde só temos a ganhar.
O filme conta a história de um paleontólogo extremamente desligado e desajeitado Dr. David Huxley vivido por (Cary Grant) e de uma herdeira milionária, maluca, desajeitada e muito mimada Susan Vance (Katharine Hepburn) cuja o animalzinho de estimação é um leopardo, ( que ela jura ter vindo do Brasil).

A história dos dois desajeitados se cruza quando
Dr. David vai ao encontro de um importante advogado para tentar por meio deste conseguir o patrocínio de um milhão de dólares para suas pesquisas. O Paleontólogo então marca um jogo de golfe com Alexander Peabody (George Irving) advogado que poderá permitir por meio de sua influência conseguir o capital que o Doutor precisa para dar continuidade ao seu trabalho.
Só que logo ao chegar ao campo de golfe David conhece a desastrada Susan, que o atrapalha em seu jogo e ainda destrói seu carro no estacionamento.
Como se não bastasse, David marca um encontro com o poderoso advogado em um restaurante, porém, quando chega ao local logo de imediato esbarra com o furacão chamado Susan, que mais uma vez lhe causa um série de embaraços.
Susan começa a se interessar pelo paleontólogo, porém o mesmo está de casamento marcado com sua assistente. Ela então inicia um plano muito divertido para fazer com que Dr. David caia em suas garras valendo-se de Baby o leopardo de estimação que ganhara do irmão.
Muito esperta Susan consegue convencer David a ajudá-la a levar Baby para

Connecticut. A trajetória dessa viajem é muito divertida, com os dois atrapalhados vivendo momentos hilariantes como David vestido com a camisola de Susan e sendo apresentado para sua tia milionária como um brasileiro amigo de seu irmão, que sofre de colapso nervoso e que veio passar férias na residência da família para relaxar.
Muito divertido também é ver o cachorro da tia de Susan enterrando clavícula intercostal do brontossauro que David havia ganhado de presente no quintal da propriedade da família.
Pra finalizar vale destacar que Levada da Breca foi o ápice das comédias escrachadas, foi primeiro de um contrato de seis filmes que Haward Hawks fez com a RKOwm 1937.
O filme sofreu forte críticas e quase foi censurado devido à cena onde Cary Grant está vestido com uma camisola de plumas e num ataque de nervos causado pelas maluquices de Susan diz para tia da moça eu: “sou GAY, por isso estou vestido assim.”
Essa foi a primeira vez que esse termo foi usado no cinema, levando ao escândalo. Para os críticos a procura do Dr. David pelo osso enterrado no quintal de Susan, foi nada mais nada menos que uma referência a procura de sua masculinidade perdida.

Os críticos podem ter odiado o filme, as platéias podem ter passado longe dos cinemas, o Oscar pode não tê-lo favorecido na época, mas Levada Da Breca riu por último dos seus detratores. Continua sendo uma das obras-primas de espirituosidade em celulóide.
Esse filme pode ser encontrado no blog CARIOCA BAIXE AQUI no formato RMVB ou
DOWNLOADS DO FILME FORNECIDO POR SONIA SSRJ 4SHAREAD
Levada da Breca - Bringing Up Baby (1938) DVDRip by SSRJ.rar



quarta-feira, 17 de junho de 2009

Lee Wiley


Já faz uns dois anos que assisti um certo episódio do seriado "Cold Case" a história se passava na década de 50 e como sempre o fundo musical era impecável. Lembro-me que a música era de uma cantora com voz apaixonante e que lembrava muito Billie Holiday, mas eu sabia não se tratar de Billie pois tenho praticamente toda a discografia da mesma. Imediatamente comecei minha procura pela internet atrás da tal cantora desconhecida. Comecei a digitando pequenos trechos da canção que ouvi no filme que ficaram guardados em minha memória.
Descobri que a cantora desconhecida que eu tanto apreciei ouvir era nada mais nada menos que Lee Wiley. Fiquei tão perturbada e emocionada com a voz de Wiley que simplesmente passei a noite vendo e ouvindo os vídeos disponíveis da mesma no you tube.
Para quem não sabe, Lee Wiley foi uma cantora americana de jazz, muito popular nos anos 1930, 40 e 50.
Cantou na famosa orquestra de Paul Whiteman e com a famosa banda de swing Casa Loma Orchestra. Escreveu inúmeras letras para as composições de Victor Young, dentre as quais “Got The South In My Soul” e “Anytime, Anyday, Anywhere”, que, nos anos 50, seria um hit de R&B.
Eu possuo o CD Night in Manhattan que é maravilhoso, particularmente
gosto muito da música carro chefe, Manhattan assim como Street of Dreams e Sugar.
Presenteio aqueles que me acompanham nesse blog com um vídeo divino de Lee Wiley.
Desfrutem essa pérola e espero que assim como eu, vocês sejam contaminados por essa voz sensual, meio sussurrada, com um timbre intimista e lírico, sempre com interpretações sofisticadas.
Disponibilizo o DOWNLOADS DO CD Night in Manhattan para quem interessar, link abaixo.


DOWNLOADS DO CD Night in Manhattan
Lee Wiley.rar



sexta-feira, 29 de maio de 2009

It Happened One Night - Aconteceu Naquela Noite -



Em “It Happened One Night” no Brasil “Aconteceu Naquela Noite”, Ellie Andrews (Claudette Colbert) é uma jovem rica e mimada que tem por prazer contrariar tudo que seu pai o milionário Alexander Andrews (Walter Connolly) deseja. Caprichosa, a moça decide casar-se com o playboy e oportunista King Westley (Jameson Thomas).

O pai da jovem tentando evitar que esta se case e a tranca em seu iate. Ellie, porém foge e ruma de encontro ao noivo em Nova York.
No meio dessa fuga a jovem acaba por conhecer Peter Warren( Clark Gable), um repórter pé-rapado, mas muito charmoso e sem papas na língua que logo a reconhece e tenta tirar partido disso propondo um acordo: ela lhe daria os detalhes exclusivos do seu romance com playboy King Westley em troca ele não contaria a seu pai onde ela estava e a ajudaria a chegar a Nova York.

No decorrer da história eles passam do antagonismo ao amor tudo regado com cenas em que Frank Capra como soube tecer com inteligência.
Todos aqueles que já assistiram a este filme sabem que ele possui cenas inesquecíveis, tais como as de Ellie pedindo carona na estrada levantando sua saia e mostrando as pernas.
A criação das “Muralhas de Jericó” com os cobertores dividindo o quarto de ambos e a própria queda das “Muralhas de Jericó” como cena final da película.
Aconteceu Naquela Noite foi o primeiro filme a conquistar as cinco categorias mais importantes do Oscar.
Em 1996 o Oscar ganho por Clark Gable por sua atuação em Aconteceu Naquela Noite foi posto à venda em um leilão. O diretor Steven Spielberg, de forma anônima, comprou o Oscar e o entregou à Academia de Ciências Cinematográficas, para evitar que a estatueta fosse usada em caráter comercial.
Clark Gable está apaixonante neste filme, consegue ser gentil, rude, bruto, amável, doce e durão. A combinação perfeita do homem dos filmes de comédia romântica das décadas de 30, 40 e 50.

Baseada na obra "Night Bus", de Samuel Hopkins Adams, "Aconteceu Naquela Noite" é uma deliciosa comédia romântica, talvez a melhor da história do cinema. Parte de um roteiro simples, porém magnificamente bem estruturado. Os diálogos são inteligentes. A direção de Capra é consistentemente muito boa.
Clark Gable e Claudette Colbert estão impecáveis nos papéis principais e, merecidamente, foram agraciados com os Oscars
de Melhor Ator e Melhor Atriz.
Capra possuia uma visão impecável do roteiro (em relação tanto à estrutura quanto aos pequenos detalhes) e uma ótima comunicação com seus carismaticos atores. Gable e Colbert ajudam a equalizar essa guerra dos sexos, diluindo um certo carater indeológico do roteiro que sugere que homens vividos no proletariado deviam ensinar as meninas mimadas uma coisa ou outra sobre a vida real.
Enfim, "Aconteceu Naquela Noite" é uma inesquecível e imperdível comédia romântica que comove e diverte ao mesmo tempo.

DOWNLOADS DO FILME:

Acontece- naquela- part 1.rar
Acontece- naquela- part 2.rar
Acontece- naquela- part 3.rar
Acontece- naquela- part 4.rar
Acontece- naquela- part 5.rar

senha para descompactar se precisar:
http://farra.clickforuns.net




terça-feira, 19 de maio de 2009

" O Morro dos Ventos Uivantes" - Wuthering Heights


Assisti dois filmes sobre uma das histórias mais densas, complexas e cheia de amor e ódio de todos os tempos, “O Morro dos Ventos Uivantes”. Desde sua origem, no século XIX essa obra literária é polêmica. Sofreu críticas inúmeras na época em que foi escrita, afinal mostra a degradação de duas famílias em todos os sentidos e níveis possíveis. É interessante ressajltar, que mesmo sendo uma obra literária intensa e que perdura por séculos a autora do clássico escreveu apenas este livro. A história é tão marcante que já passou por quatro adaptações diferentes. Assisti apenas duas destas filmagens, uma de 1939 dirigida por William Wyler, onde Laurence Olivier é Heathcliff e Merle Oberon é Catherine Earnshaw . A outra é de 1992 mais completa porém achei menos cativante. Onde Juliette Binoche é Catherine Earnshaw e Ralph Fiennes é Heathcliff.
Mesmo narrando apenas uma parte da história, O morro dos Ventos Uivantes” de 1939 é mais poético, doce, triste e ao mesmo tempo melancólico, que “O Morro dos Ventos Uivantes” de 1992.
A forma como Laurence Olivier demonstra ser Heathcliff é muito mais intensa que Ralph Fiennes . Você vê a angústia de ser dominado por sentimentos inexplicáveis expressa em seu semblante, nos seus movimentos e em seu tom de voz. Já Ralph Fiennes mostra um Heathcliff menos marcante. Vendo os dois filmes, acabei também comparando a atuação de Juliette Binoche com a de Merle Oberon que demonstra muito mais as características que Catherine deveria ter segundo a obra literária ou seja, a de uma Jovem mimada, de espírito livre, que ama Heathcliff tanto quanto ele a ama, porém não o considera digno de que seja seu marido.
Não estou fazendo crítica em momento algum aos trabalhos de Juliette Binoche ou Ralph Fiennes(aliás, quem sou eu para isso). Só acho que Laurence Olivier e Merle Oberon me cativaram mais.
vale ressaltar que o filme de 1939 foi Indicado a oito Oscars, incluindo o de “Melhor Filme do Ano”, mas levou somente a estatueta de “Melhor Fotografia em Preto-e-Branco”, perdendo a maioria dos prêmios para “ ...E o Vento Levou".